O maravilhoso mundo da Alta Costura – História

16/06/2011 § Deixe um comentário


Uma criação em escala artesanal de modelos exclusivos com bordados exclusivos em pedras e metais preciosos, por altos preços, para clientes abastados
.

Para que uma peça seja, de fato, haute couture, não basta ela ser produzida na França, ela deve ser inteiramente desenvolvida em Paris. Além disso, deve ser feita especialmente para um cliente, de acordo com suas medidas pessoais, utilizando materiais nobres e as mais apuradas técnicas manuais de costura e bordado.

Look da alta-costura de inverno 2011 da Dior

O termo haute couture é protegido por lei, só pode dizer que produz alta-costura a grife que cumpre todas as regras e que é aceita pela rígida Câmara Sindical da Alta-Costura.

Além da exclusividade de ter uma peça única, essas peças chegam a demandar mais de 400 horas de trabalho. A mão de obra é altamente especializada, sendo que muitos dos bordados de grandes grifes, como Chanel e Dior, são realizados pela tradicional casa Lesage, fundada em 1922 por Albert Lesage.

A história da alto-costura se dá em meados do século 1858. Esta data marcou o início da produção do costureiro inglês (é isso mesmo, ele não era francês) Charles Frederick Worth, considerado o primeiro estilista do mundo porque, ao invés de executar vestidos sob os modelos que aristocratas e burguesas queriam, era ele mesmo quem criava as roupas em seu próprio ateliê em Paris, na Rue de la Paix.

Porém, a Alta Costura ainda não tinha esse nome. Segundo explica o professor de História da Moda João Braga, no final da década de 1850 todas as pessoas que fabricavam roupa em Paris resolveram constituir uma espécie de Associação da Costura. “Com o tempo, a Alta Costura passou a ter vida própria por suas características diferenciadas, sobretudo os conceitos de requinte e unicidade”.

Passada a guerra, no dia 12 de fevereiro de 1947, Christian Dior abriu as portas de sua maison. Sua coleção era a antítese da rígida moda dos tempos de confronto. Os modelos com cintura marcada e saias volumosas foram batizados por Carmel Snow, então editor da revista americana Harper’s Bazaar, como New Look.

A quantidade de tecido necessária para se produzir um vestido no estilo New Look causou revolta em Londres, onde as regras de racionamento da época de guerra ainda eram válidas em 1947. A coleção foi apresentada secretamente à Rainha Elizabeth e a outros membros da realeza britânica na embaixada francesa em Londres. Embora inicialmente condenado pelo British Board of Trade, órgão de comércio do Reino Unido, o New Look e a alta-costura acabaram ganhando popularidade, especialmente depois que a Princesa Margaret aderiu à moda. O sucesso internacional foi tamanho que em 1949 somente a Dior era responsável por 5% do valor das exportações francesas.

1. Conjunto Dior, 1947 2. Casaco Paul Poiret, 1919 3. Vestidos de Charles Frederick Worth, 1887.

1. Vestido Vionnet, 1939 2. Vestido Madame Grès, 1958 3. Vestido Jeanne Lanvin, 1925.

 Esse post também pode ser encontrado no Anie Drops.

 

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